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Obras a preço de custo movimentam mercado imobiliário em Florianópolis
Com mais de 500 mil metros quadrados em construção, as obras a preço de custo na capital catarinense têm atraído investidores e alavancado o setor imobiliário.
Obras a preço de custo movimentam mercado imobiliário em Florianópolis
Foto: Divulgação
Alternativa aos financiamentos imobiliários tradicionais, as obras pelo sistema de custo têm chamado a atenção do mercado em Florianópolis. Segundo João Carlos Rocha, sócio da Imobiliária Pense Imóveis Floripa, hoje mais de 500 mil metros quadrados estão destinados a esta modalidade de construção, o que chama a atenção de investidores para a capital catarinense. “O motivo principal que fascina os investidores é o custo final menor que pode chegar a 30% se comparado aos imóveis comercializados pelo sistema de preço fechado”, ressalta. O empresário e corretor de imóveis afirma que o sistema de construção por administração a preço de custo é regulamentado pela Lei 4.591/ 64, onde estão estabelecidas as normas legais que regulamentam as incorporações imobiliárias, além de outras questões relacionadas ao direito imobiliário.

Como funciona?

No sistema de construção a preço de custo, a empresa administradora é responsável em dar início ao empreendimento e gerir todo processo de construção. “Ela localiza o terreno, negocia sua aquisição, elabora o projeto do imóvel, e o cronograma físico financeiro, além de estabelecer plano/fluxo de investimento. A partir daí busca os investidores que irão compor o quadro associativo que custeará a construção – todo o valor do imóvel deve ser quitado até sua entrega”, explica. Vale ressaltar que à construtora cabe a responsabilidade técnica pela condução da obra e pela gerência de todas as atividades administrativas, que serão remuneradas pela cobrança de um percentual sobre os valores do custo previsto. Já os aderentes são responsáveis pelo aporte dos recursos de acordo com o fluxo de pagamento. Os valores são destinados exclusivamente para o empreendimento, tendo conta bancária exclusiva e a contabilidade própria. “A fiscalização das movimentações e da aplicação dos recursos pagos pelos aderentes compradores fica por conta de um Conselho Fiscal, eleito pelos sócios quotistas”, esclarece, João Carlos.

Principais vantagens

De acordo com o advogado Gustavo Vieira de Moraes, especialista em Direito Imobiliário, a construção a preço de custo – por meio de SPE, SCP, Associação de Construção ou Cooperativa – além de ser uma modalidade de investimento altamente rentável, tem se revelado uma das formas mais seguras de adquirir um imóvel “na planta”. “Os sócios ou associados são quotistas da sociedade/associação que detém a propriedade do imóvel no qual se promoverá o empreendimento. E ainda podem e devem participar dos conselhos de administração e fiscal, além das assembleias gerais que são os órgãos máximos dessas entidades. Portanto, os investidores têm a certeza de que os recursos investidos são utilizados no empreendimento, bem como têm a garantia, desde o início, da propriedade do imóvel”, avalia.

Atenção

A desvantagem do sistema está no fato de que o valor final da unidade nunca é fixado com exatidão. “Por não ser um valor fixo, e sim influenciado pela natural variabilidade dos preços dos insumos e da mão de obra, ele é sempre uma previsão, um valor estimado”, lembra o empresário e corretor de imóveis. Outro ponto a ser destacado é que as parcelas mensais são maiores que as de uma compra convencional, pois o prazo de pagamento é o mesmo prazo da obra, ou seja, o imóvel é todo pago até a sua conclusão, e não existe financiamento. João Carlos Rocha alerta que o investidor antes de adquirir um imóvel a preço de custo deve avaliar sua capacidade de pagamento, e precisa estar consciente que o processo é distinto, além de destacar a importância de sua participação nas assembleias e acompanhar o andamento da obra.

FONTE: Obra 24 horas


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